Com tantos pensamentos difíceis de ordenas, lutando para saber quais deles são reais e quais me levam apenas ao infinito dos meus medos mais obscuros. Não sei se posso rir agora ou se chorar saberia melhor, mas só sei que por agora fico apenas a pensar tentar desemaranhar todos os fios, separando as cores e as dores, mas é difícil perceber onde estão as pontas e até que ponto se podem largar.
Como que um quadro inacabado a minha vida parece pintada na pressa de quem não sabe o que viver primeiro e acumula tudo ao mesmo tempo, baralhado á força da espada e mantendo firme contra a parede, forçando o infinito a confinar-se em escolhas fáceis, decisões adiadas e pensamentos de “faço depois”.
Não sabendo bem o que fazer acabo por me retrair e quando tento fazer algo meto os pés pelas mãos, como se ferisse quem me acompanha, apunhalando quem me acolhe, ou será que apenas revelando o que penso? Porque ás vezes é difícil aceitar o que sentimos e saber o que dizer ou fazer sem magoar ninguém. Isso torna-nos fracos e mentirosos pois já não é o que queremos, mas sim o que os outros esperam de nós e precisam de ouvir da nossa parte, algo que os fará ficar contentes enquanto nós ardemos por dentro.
Com um buraco aberto no peito do tamanho de um queijo, de onde verte sangue e água, lágrimas e sorrisos, num conjunto de vozes que se sufocam e se completam, só queria não saber o porquê de todo o saber das coisas, de toda a vida humana, sem sentido de orientação no meio de um rio onde não vejo o mar. Só queria nadar um pouco enquanto não fica frio lá fora e o vento não corta.
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