terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sarah McLachlan - "Angel"

Porquê fingir que não estamos mal, dizer que não precisamos de ajuda se no fim do dia damos por nos deitados na cama a olhar para o vazio e a pensar como chegámos naquele ponto onde já não há mais volta a dar. Não vale a pena voltar a trás, pensar como seria se…

Sabemos que demos o nosso melhor apesar de tantas vezes isso não ser o suficiente, fizemos por isso, tentamos e voltamos a tentar se não conseguimos não foi culpa nossa, apenas era um fardo demasiado pesado para os nossos ombros.

Por vezes temos de por nas mãos dos outros as nossas forças, as nossas esperanças e o nosso alento pois eles nos podem ajudar e com uma grande corda nos tirar do mais fundo poço e nos dar a luz do dia novamente.

Temos de passar por muitas nuvens na nossa vida mas no fim de tantas tempestades o sol há-de surgir, pode ser fraco ao início, mas no fim do dia era ser mais forte…

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Foo Fighters - "Best Of You"

Quando nos julgamos tão parvos e tontos que queremos quebrar com tudo o que nos faz retornar para aquela pessoa parva que fomos no passado e que nos atormenta a cada passo. Agora no presente podemos tentar ter muitas caras diferentes, oprimir o passado trancado dentro do cofre, mas ele escapa, ele tem vida própria é como uma alma cedente de sangue, quer me engolir, me reter…

É mais difícil lutarmos contra nos próprios que conta os outros, porque nos apetece morder o nosso corpo, as nossas memórias, todas as duvidas, todos os erros cometidos no passado, sem pensar nas palavras erradas dos momentos certos, das pessoas que conhecemos que nos fizeram fracassar.

O riso, o sopro, a esperança falhada, a falta de pensar, o não querer saber porque, o dispensar ser preciso viver, e não respeitarmos que somos apenas um, quando não nos vêem pelo que somos, mas pelo que mostramos, como um pedaço de carne, que sacia a fome e depois se deita os restos fora, pela qual não se tem respeito, amor, compaixão…

Porque não…ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Jason Mraz - I'm Yours

Acordando como se de um sonho se tratasse, como em tantas outras manha abro os olhos meio a dormir e tiro os pés da cama, corro para lavar a cara o mais rápido possível, quero aproveitar o dia, e vou ate á rua e lá… vejo as nuvens como nunca antes, elas estão azuis ás risquinhas brancas…

É estranho nunca as tinha visto assim, tão belas, tão subtis, tão magnificamente puras, se calhar nunca as tinha visto de verdade, nunca as tinha sentido como agora, nunca as tinha agarrado e vivido a sua essência, e então flutuo subo ate elas, toco-lhes, são do mais fofo algodão, da mais pura carícia que podia sentir nas minhas mãos.

Sentada nas nuvens tão belas e tão diferentes vejo o mundo lá em baixo, muito mais perto de mim do que quando estava lá em baixo e via as nuvens, parece um mundo tão confuso e de tantas cores que ate nos baralha para onde devemos olhar, é tão estranho visto de cima, só me apetecia puxa-los a todos cá para cima para poderem ver como tudo é tão lindo visto de cima, tão livre e tão leve… Sentindo aquele azul e branco tão ténue, mas tão vivo…

sábado, 20 de setembro de 2008

better together- jack johnson

tentando ver a lua eu fui, caminharei e nessa busca incessante pela sua face mais iluminada fui por caminhos tortos, por terra batida e combros, mas quando cheguei ao topo e a vi mais brilhante que tudo, tudo aquilo e muito mais tinha valido a pena. Pensava que naquela noite não a iria ver, mais parecia demasiado envolta por uma nuvem de fumo, mas no final de contas sempre la esteve.

Vendo luzes e mais luzes parecia tudo tão perfeito e tão livre, e eu sentia o ar passar me entre os dedos quando finalmente fui obrigada a regressar á realidade com o embate mais marcante e da forma mais cruel. Foi estúpido foi nego, e mais tarde regressou.

Mas apesar de tudo, das lágrimas, das gargalhadas, dos sorrisos, dos olhos, das musicas e das pessoas, no final tudo era bom e era só afastar o que não queria mesmo e tudo encaixava como um puzzel é muito esquecido.

E quando acordei avia um cheiro diferente como se a minha pele fosse inundada pela magia da lu e tivesse agora um novo aroma que eu não conseguia nem queria definir, porque no final de contas assim sabe muito mais a doce, como uma chucha a uma criança.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

"A vida dá muitas voltas" Nuno Barroso

Correndo no meio destas grades que me libertam
Entrelaço os dedos e respiro fundo
No meio das voltas da vida não sei o que fazer
Porque olhando para trás não sei o porquê

Tudo é estranho no meio das folhas e nas sombras das árvores
Confundo o não sentir
É o acabou
Não sei o quê
Não quero saber

Porque parar é morrer
Não vou deixar de remar
Enquanto a roda da vida girar eu estou
Olhar para trás não vale a pena
Só à frente está o sentido obrigatório

A corrida já deu início
Não sei o fica a meta
Desconheço o andar,
Mas vou

Numa estrada da qual não me ensinaram o caminho
Onde me largaram sozinha
Ao caminhar aprende-se a andar
E ao ver e viver

Para não calar a fúria
Engoli seco a falta das respostas
Porque Alguém me dá o que preciso não saber

Destruindo um pouco cá dentro, cresço
Porque a vida dá muitas voltas
Não podemos prever o que o espaço nos reserva
Já quis ser diferente
Já quis ser maior
Agora já só quero ser eu

quarta-feira, 28 de maio de 2008

"Everything" Vertical Horizon

Sinto-me como um grito que sai de mim em direcção ao céu
Um grito mudo, calado e barulhento
Saindo debaixo desta pele marcada pelo sol, onde vivem erros escondidos, gritando
Queria dizer tanta coisa a tanta gente que me fez mal
Dizer que não sou capaz de oprimir mais e digo “odeio-te” de boca cerrada
Porque não posso dizer o que penso nem o que sinto
Calada oprimo o quanto te queria ofender, a ti e a toda a gente por quem ganho uma raiva desmedida por tudo o que se passou
Porque me marcou cada gesto, cada promessa quebrada, cada abraço por dar, cada palavra perdida
Cada engano
Numa ilha secreta longe do real eu me refugiei tentando fugir de mim mesma
Vejo imagens sem fim na minha cabeça todas me dizendo o ódio que tenho, a magoa que fere e não deixa que estas se desvaneçam
Porque é tão frio?
Tão difícil pensar no meio de tanto gelo, onde sinto os meus pés quentes e distantes sem quererem andar e os olhos a não fechar só para não acordar
Odeio ter tido a certeza e não ter feito nada
Odeio ter tentado e esforçado ate a corda partir e eu cair no chão enlameado perdida e sozinha
Porque não posso mostrar o quanto por ti tenho pena e raiva escondida, porque assim eu é que seria a má
Não consigo pensar racionalmente quando as feridas me cegam e tu reprimes o meu espaço para teu bom proveito
Poemas que já não fazem sentido e casas de pedra já em cacos assombram o meu imaginário, no meio de cartas e bilhetes, sorrisos e muitas lágrimas
Quero partir-te ao meio e esquecer que existes
Porque agora tenho vida, mas não a impinjo a ti então pára, e dá-me espaço
Vai para o canto onde pertences e leva-a contigo, mas não venham para minha frente dizer estou aqui com ela, ela e eu
Porque de vos só sinto nojo afasta de mim essa visão
Poupa-me do teu perfume e do teu olhar de vitória
Dá-me o meu espaço e a minha liberdade

domingo, 13 de abril de 2008

"One more chance" Will.I.Am

Saudades do ritmo e das formas que me alistam na sua presença

Dançando de maneira impar, calo as penas que suplicam por algo mais

Crio e recrio algo k me faz assim

Mordendo com a alma cada calor da nota, do lalala do calçado que me suporta

Dia e noite

Não há bis tudo é diferente e autónomo, único, como cada gota de chuva

Cada paço um lugar escondido de amor e luar

Queres dançar?

Lalalala

Só de pernas no ar consumo o ar que me envolve, não sabendo bem quem envolve quem

Sem pensar nas acções fazem-se apostas não vãs, mas audazes

Lutando

Oportunidades remetidas a um universo já vivido, onde cada palavra já foi consumida

Fumo de isqueiro perdido no ar

Dança de incenso perfumando o ambiente á luz de vela

Acalmando

Fogo