Quando os pedais são demasiado pesados
E aquela velha bicicleta empenada
Parece não querer andar
Tendo os pneus furados não quer levar-me
Não me deixando sentir o vento
Impedindo-me de seguir
Detendo-mePondo-me travões
Deixando-a para taras
Corro como nunca
De pés descansos
Sangrando
Fugindo do mundo
Com aquelas lágrimas k caem
Que me acariciam a face
Deixando-me pesada
Cansada
Levanto os olhos ao céu e vou
Lutando
Cada dia mais
Abrindo as mãos
Chorando
Não me deixando ir
Evitando
Sabendo que vou cair
Conhecendo que um dia
Estarei no chão
Vou desapontar-te
Com tudo á minha volta
A engolir-me
Giro 360º batendo km a cabeça nas paredes
Evitando ser o que sou eu
Tão errado
Tão gritante
Tão meu
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