segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

“Ilumina-me” Pedro Abrunhosa

O céu que s rasga em dois,
Lágrimas k caem aos pares,
Em Rios vazios
Nos regaços mais frios
Línguas surdas
Marés moídas
Praia do vazio
Canção calada
Da luz perpetua
Salvação dos impuros

Do branco ao preto
Da estrela á nuvem
Do meu céu ao teu mar
Daquela canção do silencio
Do sol da noite
Da calma revolta
Da duvida certa
Pintura fria de cera
Calor vago do espaço

Num silencio branco…
Ilumina-me

Naquele prado de erva rasa…
Ilumina-me

Embalar sozinho
Mãos desfeitas
Sol,
Quente frio da noite
Calor do meu peito
Amor sem jeito
Pegadas do céu
Asas de inferno
Anjo caído
Solidão numerosa

No inconsciente mais sombrio…
Ilumina-me

Enquanto a chuva não chega
Ilumina-me

No vazio
Oco
Frio
E melancólico

Na dor de partir
Ficando desfeito
Naquele azul profundo e raso
Daquela janela perdida do nada
Luz e porta…

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