Correndo no meio destas grades que me libertam
Entrelaço os dedos e respiro fundo
No meio das voltas da vida não sei o que fazer
Porque olhando para trás não sei o porquê
Tudo é estranho no meio das folhas e nas sombras das árvores
Confundo o não sentir
É o acabou
Não sei o quê
Não quero saber
Porque parar é morrer
Não vou deixar de remar
Enquanto a roda da vida girar eu estou
Olhar para trás não vale a pena
Só à frente está o sentido obrigatório
A corrida já deu início
Não sei o fica a meta
Desconheço o andar,
Mas vou
Numa estrada da qual não me ensinaram o caminho
Onde me largaram sozinha
Ao caminhar aprende-se a andar
E ao ver e viver
Para não calar a fúria
Engoli seco a falta das respostas
Porque Alguém me dá o que preciso não saber
Destruindo um pouco cá dentro, cresço
Porque a vida dá muitas voltas
Não podemos prever o que o espaço nos reserva
Já quis ser diferente
Já quis ser maior
Agora já só quero ser eu
quinta-feira, 19 de junho de 2008
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